terça-feira, 1 de abril de 2014

Descobrir as letras em modo divertido

O ABC Discover é um jogo português dirigido a miúdos com idades entre os 4 e os 6 anos, que estejam a dar os primeiros passos no mundo das letras.

O principal propósito do jogo é ensinar a desenhar letras, uma missão que deve ser acompanhada de outra: ajudar o Capitão Letrinhas a encontrar as peças do tesouro.

Os promotores do jogo garantem que o produto foi concebido para ajudar os mais novos no desenvolvimento da motricidade fina, ajudando a aprender novo vocabulário e tomando contacto com os sons de cada letra.

A app está disponível em português de Portugal e em português do Brasil, contando uma versão lite e uma versão completa. Conta com um sistema de estatísticas que permite aos pais irem monitorizando o ritmo de aprendizagem dos filhos.

Na versão completa os educadores têm detalhe sobre as experiências da criança com cada letra, o que permite ajudar sempre que são identificadas mais novidades numa letra especifica. Pode ser descarregada no Google Play, para Android.



divulgado através do tek sapo.pt

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Jovem de 15 anos cuida sozinho do pai, mãe e irmão autista



           
   
           
   
           
   
           
   
           
   
           
           
           
   
       
"Poucos jovens gostam de acordar cedo. mas Mitchell, um adolescente britânico de 15 anos, tem muito trabalho pela frente, a começar pelos cuidados com o irmão mais novo, Harley, que sofre de autismo. É Mitchell quem dá o café da manhã ao menino, escova seus dentes e o veste para a escola. "É por que meus pais estão doentes e não podem fazer muitas coisas", explica Harley. Mitchell também cuida dos pais, David e Bella, ambos com problemas de saúde. A mãe sofre de fibromialgia, uma síndrome que provoca fortes dores musculares, além de fadiga e distúrbios do sono. O pai diz que se sente culpado porque antes ele podia fazer tudo sozinho. O trabalho em casa impacta na vida escolar de Mitchell. Não são raras as vezes em que ele chega atrasado e fica muito cansado. Toca o sinal e Mitchell volta ao batente. E hora de ir às compras e arrumar a casa. Na Inglaterra, 160 mil jovens cuidam oficialmente de seus familiares. Sem apoio, muitos deixam os estudos para trás, não tem tempo para amigos e nem para aproveitar uma das melhores épocas da vida. Mitchell diz que não queria que sua família precisasse tanto dele, mas que não tem alternativa. Como recompensa, recebe as palavras carinhosas do irmão: "Se tivesse que dar uma nota a ele, daria 100! Ele não é só um bom irmão, ele é maravilhoso.""

artigo retirado de BBC Brasil em 17 Dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vamos ajudar a Margarida !



Margarida tem uma paralisia cerebral com lesões estáticas,irreversíveis, mas como é muito pequenina e o cérebro ainda tem muita plasticidade, a família crê na reversão deste quadro. A família é de Portugal, sendo assim, caso queira ajudar entre em contato pela página do facebook: https://www.facebook.com/MargaridaRibeiroCarvalho
A nossa unidade também quis participar, juntámos tampinhas e entregámos num dos pontos de recolha.
com algumas da tampas e porque tinham cores engraçadas fizemos uma atividade que resultou na cortina nova da nossa sala. Assim lembramo-nos da Margarida sempre que olhamos para ela.



Jogo da memória

Hoje deixamos aqui um joguinho de memória que encontrámos ao vaguear pela net. há viagens sempre muito proveitosas!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O sistema nervoso no autista



"Vamos aqui listar algumas características da doença e como ela age no nosso sistema nervoso. Uma pessoa autista, como muitos devem saber, possui certas dificuldades de se relacionar socialmente e emocionalmente com outras pessoas. Essa doença causa uma distorção precoce do comportamento, pois afeta áreas do cérebro como o hipocampo, cerebelo e o sistema límbico. Crianças autistas evitam frequentemente muitas espécies de contato físico, e parte do motivo é que a informação sensorial proveniente do mundo à sua volta lhes chega depressa demais para que seus cérebos consigam processá-las. Elas se sentem subjugadas por esse excesso de estímulos sensoriais exteriores. Uma reação típica é fecharem-se ou tentarem escapar aos estímulos. Isso é causado pois as pessoas autistas levam mais tempo para processar uma informação sensorial do que uma pessoa não autista. Isso faz com que as informações sensoriais cheguem de forma fragmentada, causando então dificuldades de atenção. Devido a esse atraso no processamento de informações, uma criança autista não pode transferir sua atenção dos olhos para o nariz e então para a boca da mãe em fração de segundos, como o faz uma criança não autista. Assim, essa criança não pode abranger de uma só vez um rosto inteiro, apenas partes. Fica fácil perder uma pista social, como um sorriso ou uma carranca. O resultado é que o autista recebe uma informação parcial a respeito do mundo a sua volta, e por isso essa informação é frequentemente confusa. Algumas pessoas autistas possuem aptidões senroriais normais, mas têm grande dificuldade em separar a informação importante do ruído. Não podem fixar prioridades para a multidão de sinais sensoriais que chegam ao cérebro. Para conseguir isso, as crianças autistas reagem exibindo comportamentos cujo objetivo primordial consiste em barrar o acesso da maciça e confusa sobrecarga sensorial. Fazem isso gritando, tapando os ouvidos ou correndo para refugiar-se num lugar tranquilo, evitando assim os ruídos. Pessoas autistas podem se incomodar demais com as vestimentas, pois elas podem ser fontes de coceiras extremas. Podem também não gostar de serem abraçadas, por conta do excesso de informação tátil. As áreas do cérebro correspondendes as vias táteis mais afetados nos autistas são o lobo temporal, medula e tálamo. Pesquisas sugerem que durante o desenvolvimento do sistema nervoso dessas pessoas, ocorreu um número excessivo de neurônios nessas vias, fazendo assim com que o cérebro fosse sobrecarrecado de sensações. Outros exemplos ainda podem ser os distúrbios alimentares. Crianças autistas enfrentam dificuldades alimentares, que resultam de problemas de processamento sensorial. Elas são, tipicamente, exigentes e difíceis de contentar, e mostram-se muitas vezes incapazes de tolerar a textura, cheiro, paladar ou som do alimento em suas bocas. Com todas essas descrições, fica fácil entender agora a causa do isolamento social. Oras, se a informação sensorial chega rápida e impetuosamente demais para que a pessoa possa processá-la, uma reação natural é então evitar os estímulos opressivos."

 Fonte: “O Cérebro um guia para o usuário” de John Ratey.