sábado, 22 de novembro de 2014

As nossas aulas de Ginástica



Agora temos aulas de ginástica só para nós. Em pequeno grupo, tudo se torna mais fácil. fazemos exercícios com atenção mais personalizada e com muito carinho. Estas fotografias foram feitas nas primeiras sessões.


Agora já fazemos os percursos e os exercícios de forma mais independente e o nosso professor já nota progressos.
Para dizer a verdade, ficamos muito felizes quando chega a quinta-feira!

Sensorial Fit- Vestuário a pensar nas nossas crianças



É bem mais do que vestuário infantil. A sensorialFiTnasceu para promover o bem-estar global de todas as crianças, traduzindo o seu conceito em peças funcionais, interativas e customizáveis. Fáceis de vestir/despir, estas roupas estimulam a autonomia e o desenvolvimento sensório-motor, sendo por isso ideais para crianças com necessidades especiais. Eis então uma marca socialmente comprometida, com um design inclusivo.

A ideia partiu de Ângela Pires, designer de moda sensível a uma realidade que pede um olhar atento: as dificuldades de movimento de crianças com atrasos de desenvolvimento psicomotor. Para além da dependência de terceiros no seu dia a dia, designadamente para se vestirem, estas crianças têm uma necessidade constante de acompanhamento terapêutico e estimulação sensorial. SensorialFIT surge, então, com uma marca amiga, determinada em levar ao mercado coleções exclusivas criadas em conjunto com profissionais da saúde e da educação.

O projeto conta com peças-base, elaboradas em tecidos resistentes e confortáveis, a que são acrescentados acessórios geralmente utilizados em objetos e brinquedos terapêuticos. Surge assim uma roupa-brinquedo, customizada com elementos escondidos, modulares e de carácter lúdico, que convidam à descoberta ativa. De forma suave e interativa, decorre a estimulação sensorial, o trabalho da motricidade fina e o desenvolvimento das capacidades cognitivas.
Por tudo o que integra, e ainda que particularmente pensada para meninos com necessidades especiais, a roupa da SensorialFIT pode ser usada por todas as crianças. Elas agradecem.

Veja a entrevista aqui

Também estão no Facebook https://www.facebook.com/sensorialFIT

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O menino de Deus

"Sinto que tenho de dizer ao mundo que, na verdade, os olhos veem, os ouvidos ouvem e o coração sente."
O João Carlos é um menino com autismo que, para surpresa de muitos, incluindo familiares e terapeutas, comunica recorrendo à escrita. Fá-lo sempre com papel e lápis, e com a ajuda da mãe que lhe ampara o braço.
Poderão adquirir o livro aqui.
Também está disponível nas livrarias. Apenas em Portugal.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Birras: como atuar

 

Comunicar o que se quer de uma maneira calma e clara é uma qualidade social importante, especialmente nas relações com a família, com os amigos, na escola, no trabalho, etc.

1. É apenas comunicação: Lembre-se que quando o seu filho chora ou faz birra está, pura e simplesmente, a usar isto como uma ferramenta para lhe dar a entender que quer que algo aconteça (por exemplo: lhe dê uma bolacha, um vídeo, ir dar uma volta de carro, etc.) ou que algo deixe de acontecer (por exemplo: ser retirado de um local demasiado estimulante; fazer com que outros, que estão a interferir com a sua estereotipia, deixem de interromper a sua actividade, etc.)

2. Não pareça uma árvore de natal toda iluminada! Se ficar aflito e correr a dar ao seu filho o que ele quer quando ele chora ou faz uma birra, está a ensinar-lhe que essa é a melhor maneira de ele conseguir o que quer. Este tipo de reacção é parecido com o acender as luzes de uma árvore de natal, é exuberante, luminoso e fácil de recordar! Esse comportamento mostra-lhe que o facto de ele chorar e fazer birra é muito importante para si, que você “para e ouve-o”, correndo rapidamente a ir buscar o que ele quer. O seu filho perceberá rapidamente que essa é a maneira de comunicar quando a sua vontade não é imediatamente satisfeita ou que, aparentemente, não vai obter o que quer.

3. Atitude: Mantenha-se o mais calma e mais à-vontade possível. A aflição funciona como a energia que a pode iluminar que nem uma árvore de natal fazendo com que se movimente mais depressa o que vem reforçar a ideia para o seu filho de que chorar e fazer birra é a maneira mais eficaz de obter o que quer. Reconheça que é maravilhoso o seu filho ter essa motivação e determinação e que pode ajudá-lo a utilizar essas mesmas qualidades para falar, interagir e socializar mais.

4. Mexa-se devagar e mantenha a calma: em vez de parecer uma árvore de natal, aflita e a mexer-se rapidamente, aja como uma pessoa a andar na lua. Movimente-se devagar e fale com calma ao ajudar o seu filho a obter o que quer. Se ainda não for uma criança verbal, apresente-lhe alternativas e só ao fim da terceira ou quarta alternativa é que lhe dá o que pensa ser o que ele quer. Se for verbal, diga-lhe que não consegue perceber porque ele está a chorar e que, se falasse em vez de chorar, podia ajudá-lo mais rapidamente.

5. Não ceda - Apresente alternativas: a criança pode estar a chorar ou a fazer birra por ter decidido não lhe dar uma determinada coisa (mais bolachas; não o deixar sair por estar a chover; usar o computador ou ver TV, etc.). Nesta situação, deve mais uma vez manter a calma e não se apressar, explicando-lhe que mesmo que chore ou faça birra não vai conseguir obter o que quer. Explique isto de uma maneira suave e simpática e não zangada e frustrada. Apresente-lhe calmamente alternativas (por exemplo, ofereça-lhe um bocado de fruta ou um bolo de arroz em vez de uma bolacha, etc.). Se a criança continuar a chorar, diga-lhe que não faz mal se quiser continuar a chorar e depois vá fazer outra coisa qualquer (ler um livro, lavar a louça, etc.) e deixe-a a chorar, sempre de olho nela para garantir que não se magoa nem a ninguém que esteja por perto(irmãos, por exemplo). Lembre-se que o seu filho não é frágil, aguenta bem quando não consegue algo que quer. Além do mais, você também não é frágil, consegue aguentar vê-lo chorar e gritar.

6. Celebre quando consegue obter o que queria: se o seu filho não chora nem faz birra quando você não lhe dá o que ele quer, celebre esse facto, dizendo-lhe como é maravilhoso ele estar calmo e sem problemas.

Não se esqueça que estas ideias são apenas linhas de orientação e, ao aplicá-las, use sempre o bom senso (por exemplo, se o seu filho se magoar e chorar, é evidente que deve apressar-se a ajudá-lo).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Guia de orientações ao professor para lidar com criança autista


Ser sociável

Um tema específico que é muitas vezes discutido é o ensino de “por favor” e “obrigado/a”, dizer “olá” à tia Maria quando ela está de visita, etc. – essencialmente a polidez da interacção social. Sim, é importante quando há interacção, porém não tão importante como ajudar as crianças com Autismo de Alto Funcionamento ou Asperger a aprenderem a ser mais flexíveis, espontâneas e usufruírem mais profundamente da interacção social com todos os indivíduos com quem se encontram ao longo do dia.

Por isso, quando estão a trabalhar com o vosso filho/criança, ponham em primeiro lugar ajudá-los a serem sociáveis, a gostarem de interagir com outros, a serem flexíveis e espontâneos, etc. Isto pode significar que o vosso filho, à medida que desenvolve as suas capacidades sociais, se torne também num Príncipe ou numa Princesa! Uma vez que estejam neste ponto, então podem poli-los socialmente orientando-os a dizer “por favor” e “obrigado”, a abrir as portas a terceiros, etc.

Mantenham-se focados no que é mais importante – ajudar o vosso filho/criança a adorar interagir com os outros – mãe, pai, irmãos, colegas, professores, etc.