Comunicar o que se quer de uma maneira calma e clara é uma qualidade
social importante, especialmente nas relações com a família, com os
amigos, na escola, no trabalho, etc.
1. É apenas comunicação: Lembre-se
que quando o seu filho chora ou faz birra está, pura e simplesmente, a
usar isto como uma ferramenta para lhe dar a entender que quer que algo
aconteça (por exemplo: lhe dê uma bolacha, um vídeo, ir dar uma volta de
carro, etc.) ou que algo deixe de acontecer (por exemplo: ser retirado
de um local demasiado estimulante; fazer com que outros, que estão a
interferir com a sua estereotipia, deixem de interromper a sua
actividade, etc.)
2. Não pareça uma árvore de natal toda iluminada! Se
ficar aflito e correr a dar ao seu filho o que ele quer quando ele
chora ou faz uma birra, está a ensinar-lhe que essa é a melhor maneira
de ele conseguir o que quer. Este tipo de reacção é parecido com o
acender as luzes de uma árvore de natal, é exuberante, luminoso e fácil
de recordar! Esse comportamento mostra-lhe que o facto de ele chorar e
fazer birra é muito importante para si, que você “para e ouve-o”,
correndo rapidamente a ir buscar o que ele quer. O seu filho perceberá
rapidamente que essa é a maneira de comunicar quando a sua vontade não é
imediatamente satisfeita ou que, aparentemente, não vai obter o que
quer.
3. Atitude: Mantenha-se o mais
calma e mais à-vontade possível. A aflição funciona como a energia que a
pode iluminar que nem uma árvore de natal fazendo com que se movimente
mais depressa o que vem reforçar a ideia para o seu filho de que chorar e
fazer birra é a maneira mais eficaz de obter o que quer. Reconheça que é
maravilhoso o seu filho ter essa motivação e determinação e que pode ajudá-lo a utilizar essas mesmas qualidades para falar, interagir e socializar mais.
4. Mexa-se devagar e mantenha a calma: em
vez de parecer uma árvore de natal, aflita e a mexer-se rapidamente,
aja como uma pessoa a andar na lua. Movimente-se devagar e fale com
calma ao ajudar o seu filho a obter o que quer. Se ainda não for uma
criança verbal, apresente-lhe alternativas e só ao fim da terceira ou
quarta alternativa é que lhe dá o que pensa ser o que ele quer. Se for
verbal, diga-lhe que não consegue perceber porque ele está a chorar e
que, se falasse em vez de chorar, podia ajudá-lo mais rapidamente.
5. Não ceda - Apresente alternativas: a
criança pode estar a chorar ou a fazer birra por ter decidido não lhe
dar uma determinada coisa (mais bolachas; não o deixar sair por estar a
chover; usar o computador ou ver TV, etc.). Nesta situação, deve mais
uma vez manter a calma e não se apressar, explicando-lhe que mesmo que
chore ou faça birra não vai conseguir obter o que quer. Explique isto de
uma maneira suave e simpática e não zangada e frustrada. Apresente-lhe
calmamente alternativas (por exemplo, ofereça-lhe um bocado de fruta ou
um bolo de arroz em vez de uma bolacha, etc.). Se a criança continuar a
chorar, diga-lhe que não faz mal se quiser continuar a chorar e depois
vá fazer outra coisa qualquer (ler um livro, lavar a louça, etc.) e
deixe-a a chorar, sempre de olho nela para garantir que não se magoa nem
a ninguém que esteja por perto(irmãos, por exemplo). Lembre-se que o
seu filho não é frágil, aguenta bem quando não consegue algo que quer.
Além do mais, você também não é frágil, consegue aguentar vê-lo chorar e
gritar.
6. Celebre quando consegue obter o que queria: se
o seu filho não chora nem faz birra quando você não lhe dá o que ele
quer, celebre esse facto, dizendo-lhe como é maravilhoso ele estar calmo
e sem problemas.
Não
se esqueça que estas ideias são apenas linhas de orientação e, ao
aplicá-las, use sempre o bom senso (por exemplo, se o seu filho se
magoar e chorar, é evidente que deve apressar-se a ajudá-lo).