quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como tirar a fralda a uma criança com autismo


O atraso de desenvolvimento presente no autismo dificulta a aquisição de habilidades, diferentemente de pessoas com desenvolvimento típico, que a medida que crescem desenvolvem maior independência de modo gradual e progressivo. Com isto, é necessário que seja ensinado às pessoas com autismo tudo, até mesmo o que parece uma habilidade simples que ao longo da vida aprende-se de forma espontânea, para eles tem que ser ensinada.
Um problema levantado pelos pais de pessoas com autismo é a dificuldade em tirar a fralda dos filhos.
Inicialmente, o mais importante para começar o desfralde de alguma criança com autismo é ter em mente que será necessário paciência, persistência e confiança, porque para obtermos sucesso no desfralde, é indicado iniciar quanto mais cedo possível, em torno de dois anos e meio e três anos de idade. E ao tomar a decisão de iniciar o desfralde, a fralda não deverá mais ser colocada novamente na criança em nenhum momento seja para dormir, passear de carro, ficar na escola.
Como já foi explicado anteriormente crianças com autismo são diferentes de crianças com desenvolvimento típico, sendo assim sua mente fica confusa, sem saber quando pode fazer as necessidades na fralda ou não.
Pode ocorrer de algumas crianças segurarem suas necessidades até o momento em que é colocada a fralda, por fazerem associação de que xixi e cocô é só na fralda. Por isso é necessário que ela associe as suas necessidades agora ao vaso sanitário e não seja mais colocada a fralda.
É recomendado levar a criança ao banheiro com frequência, inicialmente com pequenos intervalos de tempo, deixando sempre a criança no vaso sanitário um tempo também inicialmente reduzido.
Começamos com os pequenos intervalos de tempo que devem ser aumentados conforme o desenvolvimento do ensino. Exemplo: iniciou-se o treinamento com um intervalo de dez em dez minutos, deixando a criança de 30 segundos a um minuto no vaso sanitário, foi observado que a criança está fazendo várias vezes as suas necessidades no vaso sanitário, com isso pode-se aumentar o intervalo de tempo de idas ao banheiro para 15 em 15 minutos e assim sucessivamente.
Sugere-se também registrar os horários em que ocorrem o xixi e o cocô para ser possível ter uma noção de seus horários e lhe dar uma idéia do tempo de intervalo que pode ser praticado com a criança.
O tempo que se permanece no banheiro tem que ser prazeroso, deve-se levar brinquedos, música, algo que seja bom e que a criança goste, para que a ida ao vaso sanitário seja positiva e reforçadora a ela.
Lembrando das palavrinhas chaves: paciência, persistência e confiança, deve-se durante a noite acordar para levar a criança ao banheiro também. Recomenda-se que não dê muito líquido a ela no período da noite. Se não for possível acordar a criança durante a noite, devido a um distúrbio de sono, que seja colocada a fralda com ela dormindo e retirada antes de acordar.
Quando fizerem qualquer necessidade no vaso sanitário, deve-se elogiar e reforçar com algo que a criança gosta. A questão do reforço é algo muito bom para obtermos resultados positivos, pois motiva as crianças. Os reforços podem ser: receber um brinquedo, ouvir a música que gosta, ver o DVD que gosta, ganhar uma guloseima (um pedaço de chocolate, bala, salgadinho), cantar para ele ou apenas um elogio social (Muito bem! Parabéns!) entre outras coisas que a criança goste.
Esses reforços também aos poucos vão sendo retirados, assim que a criança começa a associar suas necessidades fisiológicas ao banheiro e começa a obter o controle esfincteriano. A retirada também deve diminuir aos poucos, em alguns momentos damos, em outros não.
É importante ter sempre em mente que não tem um tempo certo para a criança aprender, cada uma tem seu tempo.
Para obter sucesso é fundamental que todos que estejam envolvidos com a criança ajam igualmente com ela. Se apenas quando ela estiver com os pais ficar sem fralda, mas quando for para a escola ou para a casa dos avôs ficar de fralda, o treinamento será muito sofrido para a criança e a possibilidade de dar certo será menor.
Quando a criança obteve o controle esfincteriano e aprendeu a usar o banheiro, o próximo passo a ser ensinado deve ser ensinar-se a limpar-se com menos apoio.
Como em qualquer ensino, o importante para que a criança obtenha maior nível de independência e autonomia é não fazer nada por eles, e sim com eles, ou seja, para ensiná-los a limpar-se é necessário dar apoio para a criança se limpar, apoiando fisicamente sua mão e retirar essa ajuda gradativamente, aos poucos.
É possível que algumas pessoas com autismo necessite sempre de um pequeno apoio, mas é necessário que não desista de ensiná-los para que possam alcançar pelo menos um pequeno nível de independência.
Durante o desfralde, deve-se ficar atento a alguns sinais que podem vir a prejudicar a criança, como segurar muito tempo a urina ou prisão de ventre. Inicialmente é normal ocorrer prisão de ventre, porém, caso ocorra com freqüência, causando mal estar à criança, é aconselhável procurar orientação médica, tanto para prisão de ventre, quanto para segurar muito tempo a urina – para que não ocorra uma infecção urinária.
Tudo isso é fundamental para dar a chance das crianças desenvolverem suas habilidades de forma mais autônoma e independente, para uma melhor qualidade de vida presente e futura.

Carolina Dutra Ramos é pedagoga, com habilitação em educação especial e pós-graduada em Psicopedagogia, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalha na Associação Amigos do Autisa (AMA), de São Paulo, desde 2004, e atualmente é coordenadora pedagógica das unidades Lavapés e Luis Gama da instituição. E-mail: carol.dramos@uol.com.br

retirado  do BlogueCaminhos do Autismo

Uma Solução para o Autismo - O Ambiente

O meu amigo computador


Estou a aprender a escrever frases no computador. Decido com a minha professora o que quero escrever. Ela escreve num cartão em letra maíuscula a frase e põe na em frente do ecrã para eu a poder ver. Depois  eu procuro as teclas com as letras que ela vai nomeando e assim escrevo devagarinho todas as palavras para formar a frase.
No final, escolhemos uma imagem na Net e colamos no documento.
Ponho o meu nome e mando imprimir.


 Depois de imprimir, é só colorir o desenho que escolhemos. Também posso fazer outras coisas. Desta vez decidimos que íamos pintar. Preciso de treinar a motricidade fina e aprender a pintar dentro dos contornos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Na minha salinha de actividades


Claro que nem sempre estou na Unidade. Só lá vou para actividades muito específicas. Passo muito tempo na minha salinha com os meus coleguinhas. Faço as mesmas actividades que eles fazem mas, as vezes preciso de ajuda e de um espaço mais reservado para me concentrar melhor. Distraio-me com alguma facilidade e perco-me com pequenas coisas. Então a minha educadora encontrou uma solução. Não preciso de sair da sala, nem de deixar os meus colegas, apenas me desloco para um sítio onde não há tanta coisa que me possa distrair. Assim, percebo melhor o que me dizem e pedem. Acabo mais depressa as actividades e posso ir brincar e fazer jogos com os meus amigos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um livro


Vivências Inclusivas de Alunos com Autismo
Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Serviço Social


O debate atual na busca de uma definição conceitual para educação inclusiva compõe o cenário no qual a inclusão das crianças e adolescentes com autismo está sendo efetivada. Há atualmente uma demanda social de grande impacto que repercute, inclusive, em ações governamentais. Crianças com autismo estão tendo acesso às escolas regulares num contexto social e histórico bastante diverso daquele que foi palco das primeiras inserções em classes especiais.
O presente livro busca esclarecer questões conceituais visando elucidar pontos difusos com o objetivo de retratar e analisar as interações de dois alunos com suas professoras, colegas e demais integrantes das escolas, visando compreender as relações estabelecidas no seu interior

A viagem de Maria



No seu objectivo por difundir e fazer chegar ao conhecimento do Autismo à sociedade, a Fundação Orange produziu " A viagem de Maria", uma curta metragem de animação realizada por Miguel Gallardo, pai duma criança com autismo. A viagem de Maria é uma pequena incursão ao mundo interior duma adolescente com autismo, uma viagem cheia de cor, amor, criatividade e originalidade que nasce recorrendo aos pais que vem como a sua filha se comporta de uma maneira especial até confirmar o seu diagnóstico de autismo. 
Mais informções  aqui

Pais em Rede na SIC



Os Pais em Rede estiveram na SIC Mulher no dia 28 de Dezembro
Por Carmo Cotta e Luísa Beltrão